Sou Fisioterapeuta de Cuidados Respiratórios Domiciliários (CRD)... O que é isso afinal?
Somos várias vezes questionados sobre o que fazemos no nosso dia-a-dia. “És Fisioterapeuta e trabalhas numa empresa de CRD? O que é que tu fazes, afinal?”
No Dia Mundial da Fisioterapia, refletimos sobre o nosso papel como Fisioterapeutas numa empresa que presta Cuidados Respiratórios Domiciliários (CRD) a pacientes com necessidades de apoio ventilatório, de oxigenoterapia, de monitorização e de mobilização mecânica de secreções.
Consideramos que a nossa intervenção assenta em 4 pilares fundamentais:
- Educação e sensibilização
- Apoio e acompanhamento regular
- Treino prático
- Envolvimento e apoio ao cuidador
Como em outras áreas de intervenção da Fisioterapia, temos que olhar para o paciente de uma forma holística, tendo sempre em atenção as suas preferências, crenças e expectativas, que por vezes são bem diferentes das nossas, sendo que, para isso, é necessário fazermos sempre uma avaliação global.
A integração da experiência do paciente com a prestação de cuidados de saúde e a avaliação da sua qualidade, são etapas fundamentais para um atendimento personalizado e focado no paciente.
Além de toda a assistência ao paciente para a utilização correta dos equipamentos, destacamos ainda a importância da colaboração/apoio do cuidador para a melhor adaptação possível do paciente ao tratamento.
Centremo-nos então no que é o dia-a-dia do Fisioterapeuta numa empresa de CRD, pela voz de alguns Fisioterapeutas VitalAire.
Em suma, apesar do papel do Fisioterapeuta numa empresa de CRD ser desenvolvido além do que é aprendido durante a formação académica, nós, Fisioterapeutas, sentimo-nos realizados no papel que desempenhamos junto dos nossos pacientes.
A nossa intervenção como agentes de saúde é muito abrangente mas, seja qual for o papel desempenhado na atividade, centra-se sempre na avaliação e educação do paciente e/ou cuidador, com o objetivo principal de melhorar a sua qualidade de vida, ajudando a prevenir desta forma o aparecimento de agudizações e consequente utilização de cuidados de saúde hospitalares.